Caros e queridos leitores, pedimos desculpas por não escrever aqui durante um mês, mas tivemos um motivo de força maior: o período de provas finais da faculdade.
Bem, para voltarmos à ativa, aqui está o primeiro post do mês de dezembro.
Boa leitura! :D
Sei que o nosso blog deveria ser mais pro gênero engraçadinho, mas já tem tempo que estou querendo escrever sobre isso. O exemplo mais recente sobre esse tema de mulher objeto foi o inútil “Musa do Brasileirão”, exibido pelo Caldeirão do Hulk, com o já batido intuito de eleger a mais bonita do grupo. Bem, o lugar onde mais se vê a exaltação de corpos de mulheres é na televisão e em jornaizinhos populares de 50 centavos vendidos aqui no Rio. O engraçado é que falam tanto e tanto de como a mulher conseguiu um espaço na sociedade, como conseguimos competir melhor no mercado de trabalho, e aí vem uma mulher fruta e acaba com tudo. Com certeza a tal da melancia ganha bem mais num show do que uma advogada que realmente estudou e se esforçou ganha no fim do mês. Estão supervalorizando as coisas erradas, ao invés de exaltar uma mulher pela sua inteligência, exaltam-na pelo seu corpo “exuberante e sem estrias”. Mas fazer o que né, é isso que dá ibope ao programinha de sábado à tarde, é isso que faz o jornal vender como água pro público masculino babão.
Na verdade, não acredito que tenhamos avançado muito na sociedade. Os homens continuam sendo reconhecidos pela sua inteligência, e as pobres mulheres agora, não pelas habilidades nas tarefas do lar, mas por mostrar o que querem ver nas revistas masculinas (por falar nisso, já repararam que quase não tem esse tipo de revista com homens, se tem é considerada para o público gay?). O mais chato dessa situação, é que muitas mulheres acham isso lindo e maravilhoso, afinal, é um jeito mais fácil de ganhar a vida, já que ela não estudou tanto assim pra conseguir um emprego descente. É fácil demais ter uma vida dessas, dançar funk, ganhar bastante dinheiro, mas pede pra ela abrir a boca. Não devem sair muitas coisas interessantes...
Podem dizer que eu sou chata, que cada um ganha a vida do jeito que quer, mas esse é o meu ponto de vista. Infelizmente, não tenho a solução para esse problema. Não sei porquê as pessoas não dão tanto valor ao cérebro quanto a “casca”, que não reconhecem uma mulher com PhD e aplaudem com fervor uma que sabe fazer a velocidade 5 do créu. Só sei que a última coisa que eu gostaria de ser é Mulher Objeto.
Bom pessoal, vou ficando por aqui, desculpem o texto mal escrito, mas é o que eu penso...
Até o próximo post.
Mulher Objeto
sábado, 13 de dezembro de 2008
Postado por Mari às 17:15 23 comentários
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